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“Aliança pela Água” aposta na inteligência coletiva e na participação social para resolver a crise hídrica em SP

Por Thaís Bueno


O Estado São Paulo tem vivido a maior crise hídrica de sua história. A estiagem – em seus principais sistemas de abastecimento de água -, o desmatamento em áreas mananciais somado à poluição, e falta de diretrizes claras e transparentes por parte dos governos têm contribuído para agravar a situação que atinge milhões de pessoas.

    Pensando em abordar este tema de forma diferente, o Instituto Socioambiental (ISA) elaborou o projeto “Água@SP”, com o objetivo de mapear agentes e propostas que possam colaborar no combate à crise. O Instituto Cidade Democrática foi parceiro de primeira hora e realizou o mapeamento de iniciativas, boas práticas e propostas de curto e longo prazo (10 anos) elaboradas por pessoas que já têm atuado nesse campo. A curto prazo se espera chegar em abril de 2015 em situação segura para enfrentar mais um período de estiagem. Já a longo prazo o objetivo é implantar um novo modelo de gestão da água, que garanta um futuro seguro e sustentável para os moradores de São Paulo, estabilidade social, econômica e ambiental. “Acredito que o Cidade Democrática pode contribuir com a sua capacidade de construir propostas a partir da inteligência coletiva, identificando comunidades de colaboração a partir de análises de rede”, afirma Rodrigo Bandeira, cofundador do Instituto Cidade Democrática.

    O resultado do estudo, que contou com a participação de 280 pessoas de 60 municípios de São Paulo, trouxe 196 ações de curto prazo e 191 de longo prazo, além do apontamento de mais 300 iniciativas envolvidas com o tema. Nesta semana, no Espaço Crisantempo – localizado na Vila Madalena, em São Paulo -, foi lançada a “Aliança pela Água”, uma coalizão de organizações da sociedade civil que visa contribuir para a segurança hídrica do Estado. A ideia é que a ação seja coordenada por diversas iniciativas que já atuam na potencialização da capacidade da sociedade de debater e executar novas medidas. A Aliança tem como finalidade propor uma maneira diferente de lidar com a crise, compartilhando responsabilidades, baseando-se no engajamento e no diálogo entre sociedade civil e governo. “Temos esperança de poder lançar, futuramente, um Concurso de Ideias para pensar em soluções para esta questão da água, focando em boas práticas da sociedade para podermos replicar sem depender das campanhas oficiais do governo. Precisamos criar mecanismos enquanto sociedade civil”, conta Bandeira.

    As iniciativas da Aliança pela Água de São Paulo atuarão em três frentes; na produção e divulgação de informações sobre a crise e suas soluções; na mobilização da sociedade e dos governos para a construção conjunta de soluções; e no engajamento de atores para a construção de um pacto pelas águas de São Paulo. “A expectativa é muito grande e o momento adequado. Estamos com essa coalizão de organizações, que estão trabalhando juntas e se fortalecendo para pressionar o governo a respeito da questão da água. A aliança foi lançada com esse objetivo, de conscientização sobre o tema e, sobretudo, de engajamento para combatermos a crise e mudar o cenário de São Paulo”, declara Marússia Whately, coordenadora do projeto Água@SP.

    As propostas levantadas a serem debatidas nos próximos meses podem ser vistas como aprofundamento das linhas gerais de ação da Agenda Mínima, composta por um núcleo que vai permitir que instituições independentes entre si unam esforços e multipliquem o resultados de suas iniciativas. Confira aqui as medidas propostas.

Categories: Ecossistema Webcidadania

1 comment

  • gustavo antonio siciliano

    Eu gostaria de deixar uma sugestão. Acho q a médio prazo uma das soluções mais importantes a serem tomadas é uma série de incentivos fiscais para quem aproveite agua de chuva, agua de reuso e tc.
    existem varios projetos de lei parados no câmara dos vereadores de Sao Paulo, oferecendo desconto de até 50% no valor do IPTU para quem adotar uma série de medidas como:
    Aproveitar agua das chuvas, ter uma área minima permeavem em sua residência ou condomínio e etc.
    se nao houver incentivo fiscal, ninguem fará nada.
    É preciso punir quem desperdiça e icentivar outras formas de reuso da água

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