Moradores cuidam de forma voluntária de hortas e praças em São Paulo

     A cidade de São Paulo pode ser conhecida por ser seus inúmeros arranha-céus, se consolidando com uma grande selva de pedra. Mas, no meio da cidade cinza, existem diversos paulistanos preocupados com as áreas verdes da cidade, que estão, cada vez mais, entrando em contato com a natureza.

Além dos diversos parques existentes na cidade, há, também, cantinhos especiais que são fruto do trabalho de moradores e de coletivos. Eles dedicam tempo, espaço e até mesmo dinheiro para cultivar hortas comunitárias, plantar novas árvores e manter praças.

Conheça a história de quatro paulistanos, das quatro regiões da cidade, que participam de iniciativas verdes:

Ilha Verde
“Hortão da Casa Verde é um espaço com cultivo de batatas, bananeiras, inhame, milho e outras plantas. O local pertence a uma empresa privada e foi cedida em comodato em 2010 aos voluntários que quiseram limpá-la.
A ideia de começar uma horta em meio ao concreto do bairro na Zona Norte não foi planejada. De acordo com Carmen Sampaio, voluntária do espaço, foi uma questão de instinto e sobrevivência. Além da horta, em alguns sábados há feiras de trocas; você leva um livro e pode sair com um brinquedo. Há também uma cozinha, cuja pia foi encontrada em um ferro velho, e um ambiente com paredes construídas com barro, cimento e garrafas PET pelos voluntários.

Trabalho Invisível
Sem títuloA cerejeira que a bióloga Eiko Sugiyama plantou na Praça Harmonia dos Sentidos, na Zona Oeste, em 2008 já tem cerca de três metros. Professora aposentada, Eiko gasta R$ 50,00 mensais e passa uma hora por dia na praça que fez praticamente sozinha, cuidando das plantas.
“Melhorar a comunidade melhora a cidade, melhora o mundo. Não quero nada em troca, é um trabalho invisível e voluntário”, diz. Além dessa praça, Eiko ajudou vizinhos a construírem um parquinho na praça Rafael Sapienza.

Horta Educacional
A filha de Sergio Shieeda foi assaltada em frente a um terreno abandonado, cheio de lixo, no fim da rua onde vivem, na Zona Sul. Em 2013, ele e outros moradores decidiram construir lá uma horta comunitária. Cerca de 200 pessoas têm a chave do espaço cedido pela prefeitura.
“É uma terapia e também é educacional, um espaço de compartilhamento de informação”, afirma. O cuidado da horta é compartilhado com cerca de 20 pessoas se revezam para mantê-la viva.

De Olho nos Canteiros
Sem título2O advgado Danilo Bifone caminha olhando para as calçadas onde canteiros podem abrigar árvores. Com ferramentas e sementes doadas, ele e outros voluntários do Muda Mooca começaram a plantar mudinhas de árvores no bairro da Zona Leste há três anos. Depois, expandiram o trabalho para outras regiões.
“Quem quiser pode vir plantar conosco e aprender a planar e replicar isso pela cidade”, convida. Os multirões nos finais de semana reúnem de 10 a 15 pessoas que, depois de realizarem o plantio, varrem toda a terra da rua.

Fonte: Folha de S. Paulo

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