Por dentro da meta fiscal: entenda o que muda

     A meta fiscal aprovada na madrugada de quarta-feira (25) pelo Congresso Nacional prevê um déficit de R$ 170,5 bilhões nas contas do governo, valor superior à previsão anterior que era um deficit de R% 96 bilhões. Mas o que isso significa? E como afeta o bolso e a vida da população?

download    A meta revela a política fiscal estabelecida pelo governo com o objetivo de mostrar a sua capacidade de saldar compromissos. Ela é resultado da diferença entre dois valores: a expectativa de receita e a expectativa de despesas. Desta conta, é possível obter um superavit (saldo positivo) ou deficit (saldo negativo).

    Quando o saldo é positivo o governo consegue economizar para pagar os juros da sua dívida. Já o deficit de um país reflete que ele gasta mais do que arrecada. É como se os valores das contas de uma família fossem superiores ao que ganham todos os que moram na casa em um determinado mês.

Modelo atual é criticado

    Desde 1997 até 2014, são 17 anos seguidos em que o Brasil sempre registrou superavits primários, valor que é destinado anualmente para o pagamento dos juros da sua dívida. Mas o modelo, que remonta à estruturação do Plano Real e à Lei de Responsabilidade Fiscal não é unanimidade. Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) no dia 16 de maio, sindicalistas e outros convidados afirmaram que a política fiscal que vigora desde os anos 90 garante a primazia do setor financeiro na economia. A consequência disso, segundo eles, é que as políticas públicas começam o ano com poucos recursos.

A dívida pública é formada tanto por empréstimos quanto pela emissão de títulos do governo, que são comprados por investidores com o objetivo de obter remuneração futura por meio de juros.

Confira a matéria completa aqui.

 

Fonte: Senado Federal

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